Archive for the ‘Tutoriais’ Category

Tutorial: Lapiseira para Corel Painter

Um dos “problemas” do Corel Painter é que a criação de brushes não é tão desenvolvida quanto a do Photoshop. Enquanto no software da Adobe você pode atribuir uma determinada textura a um pincel, no Painter, o trabalho com texturas é aplicado direto no Canvas. Apesar de funcionar em muitos casos, isso dá muito mais trabalho de setar um determinado brush pra um efeito específico do que no Photoshop, por exemplo. Mas muitas vezes basta apenas algumas pequenas modificações e você tem o material específico que deseja.

É o caso dos lápis, por exemplo. Muita gente (como eu) não gosta muito do set de lápis padrão do Painter, o Hiro, por exemplo, prefere usar o chalk. A verdade é que o lápis no painter, ao contrário da maioria das outras ferramentas, não simula muito bem o lápis real. Mas vou passar uma dica aqui de alteração que simula um efeito de lapiseira bacana.

A dica veio do Hector Servilia, que criou a primeira variação. Daí eu peguei e adaptei um pouco pro meu gosto. Ou seja, o maior crédito vai pro cara.

O comando Ctrl+B no Painter abre a janela de customização dos brushes que serve para você alterar as características padrão de um brush existente, testar e assim conseguir novos pincéis. Com algumas alterações  em cima de um lápis  padrão do programa, dá pra se conseguir uma simulação melhor.

No Painter, pegue um lápis (2b pencil, por exemplo) e, com o comando Ctrl+b altere as configurações para as que seguem abaixo:

General

Size

Spacing

Depois você pode salvar esse novo pincel criado no comando “save variant” :

Ou, se você for preguiçoso, baixa o pincel aqui e coloca na pasta de brushes do Painter :D

Com  o controle de cores, opacidade e o próprio domínio da resolução do Painter, você consegue simular bem melhor a lapiseira com esse pincel.

E por hoje é só :D

Roteiros de Comics

Fala, pessoal,

Tem muita gente que procura roteiros de quadrinhos por aí. Seja para desenhar ou para aprender como é a estrutura utilizada pelas grandes editoras da área.

Para ajudar um pouco nessa tarefa, foi criado o site The Comic Book Script Archive, que reúne material de vários escritores e títulos.

Obs: roteiros apenas em inglês.

Sobre valores

Uma das coisas que os ilustradores mais discutem aqui no Brasil é em relação aos valores cobrados pelos profissionais.

Imagina o cara que trabalha na área, após anos de estudo e dedicação, ter que concorrer com o fulano da esquina que cobra R$10,00 numa ilustração.

É simplesmente desleal. Um ilustrador vive do que faz e possui despesas mensais como qualquer um, tendo que pagar suas contas, gastar dinheiro com material e pessoal, comprar a comida do cachorro… é simplesmente inadmissível que um profissional tenha que diputar terreno com o constante amadorismo e cara de pau de oportunistas.

Postura profissional é algo essencial para qualquer um que queira trabalhar na área, ainda mais numa profissão onde o teu nome está em evidência. A reputação ao manter um bom trabalho e uma boa relação com seus clientes é essencial para que se possa conservar a atividade profissional.

Então o ilustrador não pode somente estar preocupado em conseguir o máximo de trabalhos que puder sem se preocupar com questões como ética e respeito a sua classe profissional. É preciso estar antenado ao mercado e atual situação dos seus companheiros de profissão, procurando trabalhar num fluxo conjunto de idéias e ambições.

Muitos se apegam a uma justificativa pífia de que a necessidade leva ao desespero e cobranças irrisórias, mas esse tipo de atitude acaba se mostrando um ato de suicídio, pois uma vez que você começa a cobrar barato por um bom trabalho, sempre vão querer que você cobre aquilo. Não caiam na conversa de que “é só dessa vez e nas próximas pagaremos mais.” Estão te enrolando.

É simples, se o cliente não pode te pagar de forma alguma, não adianta. Você vive do que produz, não caia na história de “simples divulgação”, pois quem mais fala isso é cliente que tem grana mas não quer pagar. No Brasil existe a mentalidade que quanto mais barato melhor. Cabe ao ilustrador assumir uma postura de respeito a si mesmo, aos seus iguais e ao seu cliente (pois ele merece trabalho de qualidade e isso tem seu custo.)

Às vezes o pagamento não vem em dinheiro, mas saiba analisar essas situações com atenção, existem boas iniciativas, quem vale a pena gastar um pouquinho do seu tempo, mas, principalmente para o iniciante, a maioria desses casos se mostram grandes armadilhas de quem quer se aproveitar. Por mais que a iniciativa seja boa, analise o seu pagamento pelo tamanho do bolso do seu cliente. Não há lógica nenhuma no mundo alguém que tem dinheiro, que lucra com teu trabalho, querer que você faça aquilo por divulgação (alô, alguém aqui ouviu Zupi?!)

Em contrapartida, temos um grupo de pessoas que mal aprenderam a pegar um lápis, abrir um photoshop e ja querem entrar no mercado, sem saber absolutamente nada sobre a profissão, fazendo aquilo que acha que funciona. É o carinha lá do início do texto, que cobra uma merreca e se acha o máximo por isso. Quem faz isso fica estagnado, pois não progride nunca (ja que lhe falta dedicação e senso crítico) e acabará sempre vivendo de migalhas, prejudicando quem quer algo de verdade.

É preciso um consenso de todas as partes envolvidas, desde os grandões que ganham seus milhares de mega-empresas (pois não adianta querer que todos, inclusive os medianos e quem ta começando agora, cobrem a mesma fortuna,) aos clientes e aspirantes que precisam ser guiados no aprendizado de respeito e postura profissional.

Eu sei que não é fácil. Eu vivo em uma cidade onde não há preço base, onde os clientes querem pagar uma piada pelos serviços e usam o simples fato de que “é por ser uma cidade pequena” como justificativa. Com esse pensamento, cidades pequenas nunca crescem e a situação não se desenvolve. Mas não é por isso que vou cair no desespero e fazer meu serviço por qualquer troco, desvalorizando meu trabalho. No meu caso, foi preciso focar em outros lugares, procurar clientes de outras regiões e assim está funcionando, o que na verdade acaba sendo quase que uma regra para qualquer brasileiro que queira trabalhar com game e quadrinhos. Ainda é pouco, mas vejo tal atitude mudar aos poucos e alguns clientes aqui aprendem que nem sempre o barato compensa.

Existem iniciativas no nosso país que buscam melhorar a situação, tem a SIB, o HQMIXGuia do Ilustrador, que procuram padronizar as tabelas e práticas profissionais dos ilustradores do nosso país e grupos como o Ilustragrupo que buscam orientar desde o veterano ao iniciante e discutir assuntos do nosso campo para que a coisa comece a andar nos eixos.

Por mais que nosso trabalho envolva entretenimento, não se deve levar a coisa pelo rótulo “artísticamente poético” e usar isso para justificar desleixo e falta de posicionamento profissional. Saber negociar é faclitar e potencializar as coisas para ambos os lados, não é abrir as pernas e fechar os olhos, afinal, até prostituta pode ser “profissional du sékissu”.

Sem mais por hoje, eu só ia falar que coloquei minha tabela de valores no site, mas acabei viajando na idéia e indo além.

Vídeo: Pintura digital

Fala, terráquios, Ewooks, Pikachus e qualquer outra raça interplanetária que esteja antenada nesse blog!

Tem umas duas semana que eu ando postando pouco por aqui. Entre muitos cochilos works pra fazer eis um dos motivos:

Meu primeiro vídeo!

Bom, não é beeeem um tutorial, apenas o processo de pintura digital que eu resolvi gravar e repassar pra quem tivesse interessado em conhecer um pouco o processo.

No total, esse levou 4hs para ser concluído (porque eu ficava alternando pra jogar Mass Effect, sabe…) então coloquei o vídeo em alta velocidade (mais rápido que trepada de coelho) pra poder não cansar vocês.

É mais um teste para futuros tutoriais que eu pretendo colocar aqui, com narração explicativa tals (esse até tinha, mas caguei perdi o áudio aqui) , esse é só encheção de linguça uma prévia :)

Então, senta na cadeira e manda ver no play!

Pintura digital – Escolhendo o Software

Nessa nova onda de pintura e colorização digital, cresce a dúvida entre aqueles que desejam se aventurar nessa vertente: qual software usar? É mais complicado do que decidir entre a Anne Hathaway e Angelina Jollie.
Levantam as mãos os ferrenhos defensores do Photoshop e preparam suas justificativas os amantes do Corel Painter (ja falei pra não confundir com Photopaint!) A disputa ilusória entre o melhor software balança as estruturas dos artistas digitais e acaba tendo o mesmo efeito de toda disputa sem sentido: não levam a lugar nenhum.
Esquecem os artistas e almejantes (eu não disse alvejantes!) que os softwares são apenas ferramentas adaptadas ao trabalho e a escolha entre eles é uma mera questão de técnica e costume. Então, para tentar fazer a minha parte e auxiliar quem tem dúvida, deixe-me explicar um pouco sobre o papel dos dois grandes softwares que dominam o atual mercado.
E antes que os alternativos ferrenhos venham descer o kcete falando que há outras alternativas, eu não vou falar de GIMP, Open Canvas, etc. Porque, bem, sinto muito, mas tais alternativas, apesar de apresentar suas funcionalidades, cobrem apenas uma pequeníssima parcela ativa no mercado e são muito limitados se comparado aos seus grandes concorrentes. Apesar de ser super fã do Artrage, por exemplo, nunca vou fazer um trabalho profissional nele pois conheço os limites do software, mas gosto muito do programa para fazer alguns sketchs.
Dito isso, vamos lá, falando primeiramente (e rapidamente) sobre os dois softwares:

Adobe Photoshop
De fato, é o programa que comanda na área digital de tratamento e manipulação de imagens. A premissa do Photoshop sempre foi, como dito, ser um software de tratamento/manipuação digital de imagens que posteriormente viu seu potencial na área de criação de imagens e investiu nisso. Então são nas versões mais recentes que você verá inovações nessa área. É o preferido dos que eu chamo “artistas totalmente digitais” e coloristas de quadrinhos justamente porque seu foco no controle e alteração de cores/imagem é incrível (seja por formas de interação entre layers, ajustes e existência de brushes variados.)

Algumas características:
- melhor controle de edição e tratamento;
- brushes personalizáveis;
- maior existência de material de aprendizado;

Corel Painter
Ainda que disputando o mercado com o Photoshop, o Painter é pouco conhecido entre muitos. Diferente da premissa inicial do Photoshop, o Corel Painter foi feito especialmente para pintura digital. A inovação do programa foi trazer para a mídia digital as ferramentas artísticas tradicionais, como aquarela, carvão, grafite, etc. apresentando um poderoso processamento desses meios e uma interação incrível com a tablet (muito superior ao do Photoshop.) Em contrapartida, as ferramentas de edição e ajuste de imagens são pouco desenvolvidas se comparadas ao seu concorrente que possui uma interface bem mais amigável.

Algumas características:
- melhor software com resposta a tablet;
- ferramentas tradicionais adaptadas ao meio digital;
- sistema de cor que simula pintura real (como um godê, você mistura tintas e consegue diferentes resultados);

Aí vem a pergunta do jovem incauto: Qual software escolher? E aí eu digo: se vira. (ok, é que preciso almoçar agora, volto ja)

Ok, agora eu tenho mais saco (ou barriga) pra continuar…

Bom, a escolha realmente vai depender de alguns fatores, que vão desde comodidade a estilo e técnica.
Por exemplo, a facilidade de edição e montagem faz com que o Photoshop se mostre uma ótima ferramenta para coloristas de quadrinhos, onde muitas vezes é necessário um melhor controle de cores e possíveis reajustes. Ja o Corel Painter traz consigo uma vasta gama de efeitos artísticos tradicionais, muito usado por concept artists, principalmente os que usam tablet e preferem construir a imagem desde o início no computador, pois como citei, a resposta do software com a tablet é excepcional e o Painter é uma boa escolha para artistas tradicionais que querem migrar pra mídia digital.
Minha dica pessoal vem da minha atual técnica, onde uso o Corel Painter para o desenho e pintura reservando o Photoshop para aplicação de texturas e finalização da imagem. Valendo ressaltar que a texturização no Photoshop é bem mais agradável, pois permite que você adicione a textura com um brush personalizado, enquanto no Painter a textura é aplicada de acordo com o papel que você usa (sim, existem vários tipos de canvas no Painter e você pode criar outros.) O painter também se mostra muito efetivo em arte-final, pois lá existem as penas usadas no processo tradicional,e aerógrafos, pastel, acrílicas… é uma loja de arte inteira!

O que eu quero deixar claro aqui é que não se trata de uma questão de escolher um software ao invés do outro e sim analisar e testar as possibilidades, criando o seu método de trabalho. Ao meu ver, cada um deles tem uma função específica diferente e uma maior facilidade para determinado trabalho e saber usar cada um deles só abre um leque de possibilidades a mais para você, pois é o teu conhecimento, habilidade e talento que vão definir o resultado dos teus trabalhos

Só pra terminar, deixo aqui galerias de profissionais que usam ambos os softwares:

Corel Painter:
Todd Lockwood
Jason Chan
Ryan Church

Photoshop:
Nebezial
Nykolai Aleksander
Alex Ruiz

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Bem Vindo!

Me
Você está no blog de Adelson Tavares, ilustrador e designer. Aqui você vai ver qualquer porcaria que ele queira postar.

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