Project Warcry’s Anark’o'Gonda concept
- janeiro 30th, 2010
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Archive for the ‘Ilustração’ Category
Um dos “problemas” do Corel Painter é que a criação de brushes não é tão desenvolvida quanto a do Photoshop. Enquanto no software da Adobe você pode atribuir uma determinada textura a um pincel, no Painter, o trabalho com texturas é aplicado direto no Canvas. Apesar de funcionar em muitos casos, isso dá muito mais trabalho de setar um determinado brush pra um efeito específico do que no Photoshop, por exemplo. Mas muitas vezes basta apenas algumas pequenas modificações e você tem o material específico que deseja.
É o caso dos lápis, por exemplo. Muita gente (como eu) não gosta muito do set de lápis padrão do Painter, o Hiro, por exemplo, prefere usar o chalk. A verdade é que o lápis no painter, ao contrário da maioria das outras ferramentas, não simula muito bem o lápis real. Mas vou passar uma dica aqui de alteração que simula um efeito de lapiseira bacana.
A dica veio do Hector Servilia, que criou a primeira variação. Daí eu peguei e adaptei um pouco pro meu gosto. Ou seja, o maior crédito vai pro cara.
O comando Ctrl+B no Painter abre a janela de customização dos brushes que serve para você alterar as características padrão de um brush existente, testar e assim conseguir novos pincéis. Com algumas alterações em cima de um lápis padrão do programa, dá pra se conseguir uma simulação melhor.
No Painter, pegue um lápis (2b pencil, por exemplo) e, com o comando Ctrl+b altere as configurações para as que seguem abaixo:
Depois você pode salvar esse novo pincel criado no comando “save variant” :
Ou, se você for preguiçoso, baixa o pincel aqui e coloca na pasta de brushes do Painter
Com o controle de cores, opacidade e o próprio domínio da resolução do Painter, você consegue simular bem melhor a lapiseira com esse pincel.
E por hoje é só
Mass Effect 2 ta chegando, e segue aí um vídeo com Matt Rhodes, lead concept artist do game:
Mostra um pouco do trabalho que um concept artist faz.
Eu não posso beber…
Além de simplesmente eu não ter muito interesse em álcool (prefiro suco,) eu lembro que todas as vezes em que eu enchi a cara acabei fazendo mais besteira do que eu ja faço normalmente.
Na primeira vez eu era garotão, a galera misturou mais coisa do que fórmula mágica dos ursinhos Gummy, o resultado fou um líquido nojento que mais parecia água de esgoto.
Terminei caindo no mato gritando que eu “amava o negão”…
…até hoje eu tento saber quem era o negão…
Na segunda vez, era ano novo, e eu acabei gritando num bar sobre as peripécias sexuais que um… digamos, “parente próximo” (pra não dizer irmão) pra todo mundo…
Resultado de uma maldita batida de Halls Preto que descia pela garganta que nem querosene.
Na terceira, e essa mais recente, acabei num karaokê japa cantando Dragon Ball Z, jaspion e Robocop gay (a última rendendo um famoso vídeo que eu prefiro deixar beeem guardado), chavecando uma mesa com mais 4 japas que eu não lembro bem se eram bonitinhas ou se trava de mais mais um “efeito alcoólico”…

… ah, mas essa parte foi legal. O problema foi confundir uma mesa cheia de travecos com uma mesa de sinuca cheia de “loiras gostosas”… não, eu não dei uma de Ronaldinho, ok?!
Isso tudo serve pra esclarecer de vez que eu não posso beber, digamos que eu ja sou surtado o suficiente para não precisar de nenhum “potencializador de vergonha alheia”. A situação fica mais evidente pelo fato de que minha tolerância ao álcool é igual ao atributo força em ficha de halfling…
Lembro uma vez que bebi uma única latinha de cerveja, em casa. Passei o resto da madrugada rindo freneticamente enquanto o teto girava ao meu redor.
Ah, mas me dá um crédito, era cerveja importada, 12% de álcool…
Falando em cerveja importada, ta aí uma bebida alcoólica realmente gostosinha, ainda continuo preferindo uma Coca-Cola, mas se tiver uma cervejinha importada eu acho bacana também. Junte cerveja importada com o repertório de bebidas alcoólicas femininas (aquelas docinhas e gostosinhas) e você vai entender onde começa e termina o meu gosto por álcool. Sim, sou fresco.
O que me leva à última ilustração do dia, um cliente alemão me contratou para um card game de uma famosa rede de cervejas de lá. Fizemos um protótipo que foi bem bacana para reviver o meu interesse em um dia provar dessas cervejas encorpadas, dignas de contos em uma taverna e nada a ver com essa coisa amarela e sem graça, com gosto de pó de serra, que o povo por aqui chama de cerveja.
Fala, povão! Enquanto eu não coloco imagem nova por aqui. Vou enrolar improvisar e colocar material que eu acho interessante pra vocês. Na nossa área (isso se vc é artista/designer/etc) a questão da inspiração e referências é muito importante. Devemos sempre estar antenados e buscar fontes de informação para aumentar nosso repertório (porra, falei bonito agora.) Então vou tentar ao menos uma vez por semana falar de algumas coisas aqui que ajudam um pouco na hora de “abrir o leque criativo”, seja filmes, livros, games, música ou qualquer outra forma de aprendizado/diversão. Então, vamos lá: Filme Krull (1983) Eu lembro de uma época em que o gênero fantasia estava em alta e a Sessão da Tarde se enchia de produções do gênero. Naquela época eu acho que os caras tinham mais “feeling” para a coisa, uma visão mais aberta e uma capacidade de dar vida ao fantástico mais expressiva, sem a ajuda do 3D. Sim, Peter Jackson merece seus créditos. Mas antes dele haviam caras com uma mente tão brilhante quanto (ou mais até) e Peter Yates era um desses caras.
Krull traz uma história digna de uma boa campanha de RPG, com um design super bacana (estamos falando de 1983!) e soluções gráficas extraordinárias (até hoje me cago pra entender como diabos foi feita a cena da fortaleza sendo destruída.) A história conta a saga de Colwyn (Ken Marshall). Após sua amada princesa Lyssa (Lysette Anthony) ser sequestrada pela entidade alien conhecida como The Beast , que invade o mundo chegando em sua nave/fortaleza Black Fortress (logo depois do casamento deles e antes das núpcias, o que deve ter deixado o cara puto), o herói parte em uma jornada de aventuras em busca do Glaive, a arma capaz de destruir a poderosa criatura e libertar o mundo de Krull. No decorrer da aventura ele conhece o velho Ynyr (Freddie Jones), e o grupo de bandidos liderados por Torquil (Alun Armstrong), o mago Ergo “o Magnífico” (David Battley) e o cyclope Rell (Bernard Bresslaw,) bem como outros companheiros que o auxiliam na batalha contra o inimigo.
A história, apesar do embasamento clichê do príncipe indo salvar a princesa, traz elementos inovadores e super bacanas, como a cena da Viúva da Teia (Francesca Annis) e o misticismo por trás da lenda dos ciclopes.

A música… tinha que ser James Horner, né?! O cara criou uma das mais belas composições que eu já ouvi e que muitas vezes acompanha meu trabalho. Desde o tema principal à trilha dos Fire Mares (cavalos que correm tão rápido que deixaria até o Scadufax se cagando) é pura magia e criatividade.
O concept é super bacana, adorei o design dos Slayers (soldados do inimigo) e a forma com a qual eles morrem também. E o Black Fortress é uma das coisas mais bem feitas e surreais que ja vi em filmes do gênero. O Glaive é uma arma que muito marmanjão que gosta dessas coisas se lembra perfeitamente. Os cenários combinam um Matte Painting perfeito com inúmeros outros recursos que deixam o filme com um acabamento impecável.
É um filme que inspira, traz uma atmosfera simplista e bela de embate contra o mal através de um heroísmo e fantasia que falta em muitas das produções atuais, que insistem em tornar complexo coisas que em sua natureza deveriam ser simples. Segue também um vídeo bacana com o making of do filme: