Adelson Tavare's blog

Inspirações – Krull

Fala, povão! Enquanto eu não coloco imagem nova por aqui. Vou enrolar improvisar e colocar material que eu acho interessante pra vocês. Na nossa área (isso se vc é artista/designer/etc) a questão da inspiração e referências é muito importante. Devemos sempre estar antenados e buscar fontes de informação para aumentar nosso repertório (porra, falei bonito agora.) Então vou tentar ao menos uma vez por semana falar de algumas coisas aqui que ajudam um pouco na hora de “abrir o leque criativo”, seja filmes, livros, games, música ou qualquer outra forma de aprendizado/diversão. Então, vamos lá: Filme Krull (1983) Eu lembro de uma época em que o gênero fantasia estava em alta e a Sessão da Tarde se enchia de produções do gênero. Naquela época eu acho que os caras tinham mais “feeling” para a coisa, uma visão mais aberta e uma capacidade de dar vida ao fantástico mais expressiva, sem a ajuda do 3D. Sim, Peter Jackson merece seus créditos. Mas antes dele haviam caras com uma mente tão brilhante quanto (ou mais até) e Peter Yates era um desses caras.
Krull traz uma história digna de uma boa campanha de RPG, com um design super bacana (estamos falando de 1983!) e soluções gráficas extraordinárias (até hoje me cago pra entender como diabos foi feita a cena da fortaleza sendo destruída.)
A história conta a saga de Colwyn (Ken Marshall). Após sua amada princesa Lyssa (Lysette Anthony) ser sequestrada pela entidade alien conhecida como The Beast , que invade o mundo chegando em sua nave/fortaleza Black Fortress (logo depois do casamento deles e antes das núpcias, o que deve ter deixado o cara puto), o herói parte em uma jornada de aventuras em busca do Glaive, a arma capaz de destruir a poderosa criatura e libertar o mundo de Krull. No decorrer da aventura ele conhece o velho Ynyr (Freddie Jones), e o grupo de bandidos liderados por Torquil (Alun Armstrong), o mago Ergo “o Magnífico” (David Battley) e o cyclope Rell (Bernard Bresslaw,) bem como outros companheiros que o auxiliam na batalha contra o inimigo.
A história, apesar do embasamento clichê do príncipe indo salvar a princesa, traz elementos inovadores e super bacanas, como a cena da Viúva da Teia (Francesca Annis) e o misticismo por trás da lenda dos ciclopes.
A música… tinha que ser James Horner, né?! O cara criou uma das mais belas composições que eu já ouvi e que muitas vezes acompanha meu trabalho. Desde o tema principal à trilha dos Fire Mares (cavalos que correm tão rápido que deixaria até o Scadufax se cagando) é pura magia e criatividade.
O concept é super bacana, adorei o design dos Slayers (soldados do inimigo) e a forma com a qual eles morrem também. E o Black Fortress é uma das coisas mais bem feitas e surreais que ja vi em filmes do gênero. O Glaive é uma arma que muito marmanjão que gosta dessas coisas se lembra perfeitamente. Os cenários combinam um Matte Painting perfeito com inúmeros outros recursos que deixam o filme com um acabamento impecável.
É um filme que inspira,  traz uma atmosfera simplista  e bela de embate contra o mal através de um heroísmo e fantasia que falta em muitas das produções atuais, que insistem em tornar complexo coisas que em sua natureza deveriam ser simples. Segue também um vídeo bacana com o making of do filme:

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